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O legado inesquecível de Irmã Ernestina na história do Educandário Nossa Senhora das Vitórias

Durante as comemorações dos 99 anos do Educandário Nossa Senhora das Vitórias, na cidade de Assú, uma memória muito especial foi recordada com carinho: a história de Irmã Ernestina, religiosa que dedicou sua vida à educação, à fé e ao serviço ao próximo.

Nascida em 14 de novembro de 1922, em Assú, com o nome de Maria Jacy da Fonsêca, era filha de Samuel Sandoval da Fonsêca e Cecília Soares da Fonsêca. Cresceu ao lado dos irmãos Alba, Áurea, Inês, João Batista e José Mariano, em uma família marcada pelos valores cristãos e pela simplicidade.

Desde muito jovem, sua história esteve profundamente ligada ao Educandário Nossa Senhora das Vitórias. Foi ali que estudou, cresceu e sentiu nascer em seu coração o chamado para uma vida de dedicação a Deus e ao próximo. Aos 17 anos, tomou uma decisão que mudaria sua história e também a vida de muitas pessoas: ingressou, no dia 1º de julho de 1939, no postulantado da Congregação das Filhas do Amor Divino.

Para marcar a data especial, será realizada uma Missa em Ação de Graças a partir das 8h, reunindo alunos, ex-alunos, professores, religiosos e membros da comunidade escolar em um momento de fé e gratidão.

Em 25 de janeiro de 1940 iniciou o noviciado e, dois anos depois, em 25 de janeiro de 1942, professou seus primeiros votos religiosos. O compromisso definitivo com a vida consagrada aconteceu em 25 de janeiro de 1948, quando entregou de forma plena sua vida à missão de servir.

Ao longo de sua caminhada religiosa, Irmã Ernestina tornou-se exemplo de fé, humildade, justiça e amor. Sua missão foi profundamente marcada pela educação e pela música. Em Assú, onde exerceu seu apostolado por 48 anos, dedicou-se a formar gerações de alunos, sempre com paciência, sensibilidade e espírito de serviço.

Como professora de música, ajudou a despertar talentos e sensibilidades. Também marcou a história da fé da cidade ao atuar por quase 40 anos como organista da Igreja Matriz de São João Batista de Assú, acompanhando missas, celebrações e momentos importantes da vida da comunidade católica.

No Educandário Nossa Senhora das Vitórias, sua dedicação foi ainda mais ampla. Além de lecionar Educação para o Trabalho, assumiu a direção da Escola São José, conhecida como “Escola dos Pobres São José”, que funcionava nas dependências da instituição e acolhia crianças de famílias mais simples. Ali, mais do que ensinar conteúdos, Irmã Ernestina ensinava valores, esperança e dignidade.

Sua missão religiosa também a levou a outras cidades, sempre levando consigo o dom de educar através da música. Atuou por cinco anos no Colégio Cristo Rei, em Patos, seis anos no Colégio Nossa Senhora das Neves, em Natal, e outros seis anos no Educandário Jesus Menino, em Currais Novos. Mesmo assim, foi em Assú que deixou uma das marcas mais profundas de sua trajetória.

Ao recordar os 99 anos do Educandário, a história de Irmã Ernestina surge como um verdadeiro testemunho de amor ao próximo. Sua vida foi dedicada a ensinar, cuidar, evangelizar e transformar vidas por meio da educação e da fé.

Mais do que uma professora ou religiosa, ela foi presença, acolhimento e inspiração para gerações de alunos e para toda a comunidade. Seu legado permanece vivo na memória de quem a conheceu, nas salas do educandário e nas melodias que ecoaram por décadas na igreja.

Jarbas Rocha

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