Fruticultura no Vale do Açu: produtores discutem energia para irrigação e novos mercados para o melão
Produtores rurais e representantes do setor agrícola participaram de uma reunião no município de Ipanguaçu, no Vale do Açu, para discutir desafios e oportunidades da fruticultura irrigada na região. Entre os principais temas debatidos estiveram o alto custo da energia elétrica utilizada na irrigação e a abertura de novos mercados na Europa para o melão produzido no Rio Grande do Norte.
Durante o encontro, produtores destacaram que a irrigação é fundamental para garantir a produção agrícola no semiárido, mas o aumento nas tarifas de energia elétrica tem impactado diretamente os custos de produção. Segundo os agricultores, o bombeamento de água para irrigar as plantações representa uma das maiores despesas da atividade, o que tem preocupado o setor e motivado discussões sobre alternativas e políticas de apoio.
A fruticultura irrigada é uma das principais atividades econômicas do Vale do Açu e do polo Assú–Mossoró, responsável pela produção de frutas como melão, melancia, manga e mamão. Esses produtos, conhecidos como os “4Ms” da fruticultura potiguar, representam cerca de 16% da produção brasileira dessas frutas, com destaque para a exportação ao mercado internacional.
Outro ponto abordado na reunião foi a ampliação das oportunidades de exportação do melão potiguar, especialmente para países da Europa. Atualmente, grande parte da produção do estado é destinada ao mercado externo, sendo que cerca de 60% do melão produzido no RN é exportado, principalmente para consumidores europeus.
Produtores e representantes de entidades ligadas ao agronegócio afirmam que a abertura de novos mercados e o fortalecimento das exportações podem impulsionar ainda mais a economia regional. A expectativa é que a demanda internacional continue crescendo, gerando empregos e renda para municípios do Vale do Açu, onde a fruticultura irrigada tem papel estratégico no desenvolvimento local.
Ao final do encontro, os participantes reforçaram a importância do diálogo entre produtores, instituições e autoridades para buscar soluções que garantam competitividade ao setor, especialmente diante dos desafios relacionados ao custo da energia e à necessidade de ampliar mercados para as frutas produzidas no Rio Grande do Norte.



