POLÍTICA

A “dança das cadeiras” na política do RN: renúncias podem levar a eleição indireta para governador

O cenário político do Rio Grande do Norte vive um momento de expectativa com a aproximação do prazo de desincompatibilização eleitoral, marcado para 4 de abril, data limite para que ocupantes de cargos executivos deixem seus postos caso desejem disputar as eleições de outubro. Nesse contexto, uma série de movimentos nos bastidores pode provocar uma mudança temporária no comando do Estado.

A governadora Fátima Bezerra (PT) confirmou que pretende deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. Pela legislação eleitoral, governadores que desejam concorrer a outro cargo precisam renunciar até seis meses antes do pleito, o que torna o início de abril a data decisiva para essa mudança.

Inicialmente, a expectativa era de que o vice-governador Walter Alves (MDB) assumisse o comando do Executivo estadual até o final do mandato, em janeiro de 2027. No entanto, o próprio vice já anunciou que também pretende deixar o cargo para disputar uma vaga de deputado estadual, o que cria uma situação de dupla vacância no governo do Estado.

Outro nome que aparece nesse xadrez político é o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB). Pela linha sucessória, ele poderia assumir temporariamente o governo. Porém, caso aceitasse o cargo, ficaria impedido de disputar as eleições deste ano, o que diminui a possibilidade de que permaneça na função.

Diante desse cenário, a alternativa mais provável é a realização de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do RN (ALRN). Nessa modalidade, os deputados estaduais votam para escolher um governador e um vice que cumprirão um mandato tampão até o final da atual gestão, previsto para janeiro de 2027.

Antes da votação indireta, a Constituição estadual prevê que o presidente do Tribunal de Justiça do RN assuma temporariamente o governo e convoque a eleição no prazo máximo de 30 dias após a renúncia dos titulares.

Nos bastidores, partidos e lideranças políticas já articulam nomes para essa disputa interna. O PT, partido da governadora, sinalizou que pretende apresentar um candidato para tentar manter o comando do Executivo estadual até o fim do mandato.

Com o prazo de abril se aproximando, o Rio Grande do Norte entra em uma fase de intensa movimentação política. A chamada “dança das cadeiras” pode redefinir temporariamente o comando do Estado e também influenciar diretamente o cenário eleitoral de 2026.

Jarbas Rocha

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